Quem tem colesterol alto pode fazer musculação? Especialistas explicam os benefícios

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Vá além da estética: a musculação como ferramenta essencial para sua saúde física e mental Crédito: Freepik

Quando o assunto é colesterol alto, as recomendações mais comuns costumam envolver mudanças na alimentação e a prática regular de exercícios físicos. Embora caminhada e corrida sejam frequentemente associadas à saúde cardiovascular, um número crescente de estudos aponta que a musculação também pode desempenhar um papel importante nesse contexto.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte no mundo e respondem por aproximadamente 17,9 milhões de óbitos por ano. Entre os principais fatores de risco modificáveis estão o colesterol elevado, a hipertensão, o excesso de peso e o sedentarismo, condições que podem ser combatidas ou controladas com a prática regular de atividade física.

No Brasil, o cenário também chama atenção. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 apontam que 14,6% da população adulta brasileira recebeu diagnóstico médico de colesterol alto, o equivalente a cerca de 22 milhões de pessoas. Os números reforçam a importância de medidas preventivas e de mudanças no estilo de vida para reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

Nesse contexto, especialistas ressaltam que o controle do colesterol não depende apenas da redução do consumo de alimentos gordurosos. A combinação entre alimentação equilibrada e exercícios físicos regulares é considerada uma estratégia importante para promover a saúde cardiovascular e prevenir complicações.

“É comum que as pessoas associem o colesterol apenas ao consumo de gordura, mas o quadro é muito mais complexo. O excesso de alimentos ultraprocessados, o consumo elevado de açúcares, o sedentarismo e até fatores genéticos influenciam os níveis de colesterol. Por isso, o tratamento não deve focar apenas na restrição alimentar, mas na mudança do estilo de vida como um todo”, afirma a nutricionista Larissa Amorim.

Segundo a profissional, uma alimentação com maior presença de fibras, frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes de gorduras insaturadas, como azeite, castanhas e peixes, pode contribuir para a redução dos níveis de LDL, conhecido como “colesterol ruim”. “Quando a alimentação adequada é associada à prática regular de musculação, os benefícios são potencializados, não apenas pela melhora do perfil lipídico, mas também pelo impacto positivo sobre a composição corporal e o metabolismo.”

É nesse contexto que o treinamento de força aparece como um possível aliado. Segundo o professor de educação física da BlueFit Leandro Twin, a musculação provoca adaptações que vão além do aumento da massa muscular e podem influenciar a saúde metabólica.

“O músculo funciona como um grande órgão metabólico. Quanto mais massa muscular uma pessoa desenvolve, maior tende a ser sua eficiência para utilizar glicose e gorduras como fonte de energia. Isso contribui para melhorar diversos marcadores metabólicos, incluindo o perfil lipídico. A musculação também favorece a redução da gordura corporal e aumenta o gasto energético, fatores que ajudam no controle do colesterol quando associados a hábitos saudáveis”.

Outro aspecto relevante é a contribuição do treinamento de força para a preservação da massa muscular ao longo do envelhecimento, o que pode influenciar a saúde metabólica e ajudar na prevenção de doenças crônicas. “Não existe exercício milagroso. O que protege o coração é a constância. Muitas pessoas começam pensando apenas na estética e acabam descobrindo ganhos muito maiores: mais disposição, melhora dos exames, redução da pressão arterial e um controle mais eficiente do colesterol ao longo do tempo”, afirma o especialista.

Manter a regularidade, no entanto, continua sendo um desafio para muitas pessoas. Por isso, reduzir obstáculos da rotina pode facilitar a adesão aos exercícios. Na BlueFit, as unidades contam com áreas de musculação, variedade de equipamentos e modalidades complementares, permitindo alternar diferentes tipos de treinamento. A presença da rede em diferentes regiões também pode facilitar a inclusão da atividade física na rotina, um fator importante para manter a prática ao longo do tempo.

Para quem está começando, o acompanhamento profissional também pode contribuir para uma prática mais segura. Na BlueFit, os alunos contam com orientação de profissionais de educação física para elaborar treinos de acordo com o nível de condicionamento, os objetivos e possíveis restrições. Além da musculação, a rede oferece modalidades que podem complementar o treinamento de força, como aulas coletivas e atividades cardiovasculares, favorecendo uma rotina de exercícios diversificada.

Dicas para quem tem colesterol alto e quer começar a musculação

  • Faça uma avaliação médica antes de iniciar uma rotina de exercícios, especialmente se houver outros fatores de risco cardiovascular.
  • Priorize a regularidade: treinar duas ou três vezes por semana pode ser mais sustentável do que realizar treinos intensos de forma esporádica.
  • Combine musculação com exercícios aeróbicos para ampliar os benefícios da atividade física para a saúde cardiovascular.
  • Não foque apenas na balança: o aumento da massa muscular e a redução da gordura corporal também são indicadores importantes de saúde.
  • Mantenha uma alimentação equilibrada, sono adequado e acompanhamento profissional para potencializar os resultados.

Fonte: Jornal Correio

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