Doença que mata mais que muitos tipos de câncer ganha novos tratamentos; entenda os avanços

0
1

Doença que mata mais que muitos tipos de câncer ganha novos tratamentos; entenda os avanços Crédito: Reprodução | Freepik

A insuficiência cardíaca avançada continua sendo uma das doenças cardiovasculares mais graves e, quando não recebe o tratamento adequado, pode matar mais do que muitos tipos de câncer. Apesar desse cenário, especialistas afirmam que os avanços da cardiologia têm mudado o prognóstico de pacientes que convivem com a doença, ampliando a sobrevida e a qualidade de vida por meio de novos medicamentos, terapias personalizadas e dispositivos como os chamados “corações artificiais”.

A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente para atender às necessidades do organismo. Nos casos mais graves, o paciente pode apresentar falta de ar mesmo em repouso, cansaço intenso, inchaço nas pernas, limitações para atividades do dia a dia e necessidade frequente de internações.

Sensações como aperto no peito e taquicardia são comuns tanto no infarto quanto na crise de pânico (Imagem: mentalmind | Shutterstock) por Imagem: mentalmind | Shutterstock

Segundo os cardiologistas José Paulo Novazzi e Haissa Assad, do Hospital Santa Catarina – Paulista, embora a doença continue sendo grave, o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento podem mudar significativamente sua evolução. “Existem muitos tratamentos que reduzem a mortalidade e melhoram a qualidade de vida desses pacientes”, afirma Novazzi.

O grupo de maior risco inclui pessoas que já sofreram infarto, têm hipertensão, diabetes, doença de Chagas, miocardites, doenças autoimunes ou receberam o diagnóstico da insuficiência cardíaca tardiamente. Nesses casos, o acompanhamento especializado é fundamental para evitar a progressão da doença.

Nos últimos anos, uma das principais mudanças ocorreu com a chegada de novos medicamentos, que passaram a complementar as terapias tradicionais e aumentaram as chances de controle da doença. Além disso, os tratamentos têm sido cada vez mais personalizados, de acordo com as características de cada paciente.

Outra inovação são os dispositivos de assistência ventricular, conhecidos popularmente como “corações artificiais”. Eles ajudam o ventrículo esquerdo a bombear sangue em pacientes com insuficiência cardíaca avançada e podem funcionar como ponte para o transplante ou, em alguns casos, como tratamento definitivo.

Tecnologias como a terapia de ressincronização cardíaca também têm melhorado os sintomas, a capacidade funcional e a qualidade de vida de pacientes selecionados. Apesar dos avanços, o transplante cardíaco continua sendo o tratamento de referência para pacientes com insuficiência cardíaca avançada que não respondem adequadamente ao tratamento clínico.

Os especialistas ressaltam, porém, que o maior desafio ainda é conscientizar a população sobre a gravidade da doença e a importância de seguir corretamente o tratamento.

A prevenção continua sendo a principal forma de reduzir o risco da insuficiência cardíaca. Controlar fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade, além de manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e realizar acompanhamento médico regular, ajuda a proteger o coração e evitar a progressão da doença.

Fonte: Jornal Correio

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here