Mistura de etanol na gasolina sobe para 32%: o preço vai baixar?

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A indústria automotiva expressou críticas ao aumento da mistura – Foto: Raphael Muller | Ag. A TARDE

Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto, após publicação no Diário Oficial da União (DOU).

A validade inicial é de 180 dias, com possibilidade de prorrogação única por igual período. O Executivo federal estuda elevar o percentual para 35% no futuro.

Impacto no preço da gasolina ao consumidor

A mudança na mistura não garante redução no valor final pago pelo consumidor na bomba. O preço dos combustíveis no Brasil é formado por variáveis que incluem:

  • Preço de produção: definido nas refinarias.
  • Logística e distribuição: custos de frete e transporte.
  • Margens de lucro: definidas pelos postos e distribuidoras.
  • Impostos: carga tributária federal e estadual.

Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindicombustíveis), ao Portal A TARDE, informa que não realiza controle de preços, dado que o mercado opera sob regime de livre concorrência. “Cada posto possui autonomia para definir o valor final com base em seus custos operacionais”.

A Acelen, refinaria que comercializa gasolina “A” (pura), esclarece que “não detém controle sobre a mistura ou o preço final ao consumidor, uma vez que a adição do etanol é realizada pelas distribuidoras”.

Preço da gasolina em Salvador nesta qurta, 15

Na capital baiana, o preço da gasolina tem apresentado uma alta volatilidade ao longo de 2026, com valores que oscilaram significativamente dependendo do bairro, da bandeira do posto e da estratégia promocional de cada revendedor.

Atualmente, não existe um preço fixo, mas os registros mais recentes indicam que o consumidor tem encontrado o litro da gasolina comum em uma faixa que varia, na média, entre R$ 6,50 e R$ 7,40.

Alerta da indústria automotiva

indústria automotiva expressou críticas ao aumento da mistura. Representantes do setor alertam para riscos técnicos em veículos não projetados para a nova proporção de etanol.

As principais preocupações apontadas pelas montadoras são

  • Degradação de componentes: Possível dano a mangueiras, vedações e sistemas de combustível.
  • Falhas mecânicas: Risco de quebras em motores que não foram calibrados para a nova composição.
  • Manutenção: Necessidade de atenção redobrada com sistemas de injeção e filtragem em veículos mais antigos ou importados.

Contexto da medida

A decisão integra a política de transição energética do Governo Federal. Os objetivos declarados da medida são:

  • Reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados.
  • Estimular o setor sucroenergético nacional.
  • Ampliar o uso de combustíveis renováveis na matriz energética brasileira.

O etanol anidro, utilizado na mistura, possui características químicas distintas do etanol hidratado (vendido diretamente na bomba para veículos flex). A transição para 32% altera a densidade e o rendimento energético do combustível, fatores que podem influenciar o consumo médio dos veículos.

Fonte: A Tarde

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