Feira de Santana adere à campanha nacional e coleta DNA de famílias com pessoas desaparecidas

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Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

Teve início na segunda-feira (24), em todo o país, a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A unidade do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana, localizada no Complexo Investigador Bandeira, no bairro Jomafa, também está participando da campanha. A coleta pode ser feita no órgão de segunda a sexta-feira (28), das 8h às 18h.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o coordenador do órgão, Luiz Gustavo Andrade Alves, explicou que a ação ocorre durante todo o ano. Porém, no mês de agosto, há a mobilização nacional para reforçar a importância e divulgação do serviço de coleta de DNA.

“Então a gente convoca todos os familiares, alertando sobre a importância que é participar dessa campanha, na busca do seu ente que se encontra desaparecido. É uma campanha que acontece de janeiro a dezembro e o DPT participa, contando com suas 33 unidades distribuídas no interior do estado, juntamente com o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues, que é localizado em Salvador, na execução efetiva das amostras de DNA dos familiares.”

Para realizar a coleta, as pessoas com familiares desaparecidos podem se dirigir ao DPT com o registro do Boletim de Ocorrência (B.O) em mãos e informar que desejam participar da campanha.

“Ela vai ser recepcionada por nossa equipe e encaminhada para a sala de atendimento, onde vai ser entrevistada. É uma entrevista rápida, em que ela vai fornecer os dados para o preenchimento de um formulário de controle, em que ela vai fornecer os dados da pessoa desaparecida, os dados pessoais, vai deixar um telefone de contato, um e-mail, para que, posteriormente, caso a gente encontre uma amostra coincidente no sistema, a gente entre em contato com ela.”

Ele esclareceu durante entrevista ao Acorda Cidade, que o órgão possui um levantamento de perfis genéticos, que são direcionados para um banco nacional.

“É muito comum populares ficarem com essa dúvida: ‘Eu tenho um parente desaparecido em outro estado, no estado de São Paulo, por exemplo. Então, a gente conta com todo o apoio da imprensa, com todo o apoio dos servidores do nosso DPT para levar à população essas informações. E nós orientamos todas as pessoas a comparecerem, primeiramente, à delegacia mais próxima da sua residência.”

Cruzamento de dados

O coordenador do DPT informou que o material é coletado pela mucosa bucal do familiar, na parte interior da bochecha.

“São coletadas duas amostras e nós encaminhamos para o laboratório de genética em Salvador. A partir daí, é realizada a extração dessa amostra. O perfil genético que foi extraído vai ser incluído no banco de perfil genético nacional e, caso ocorra o cruzamento de coincidência com alguma amostra já cadastrada no sistema, a pessoa vai ser contactada por meio dos dados que ela deixou a partir do momento em que ela foi entrevistada aqui na nossa sede.”

Ele disse que a mobilização busca identificar pessoas que também já faleceram e outras que podem estar internadas em unidades hospitalares com perda de memória ou inconscientes.

“Também aquelas foram internadas sem documentação, que não possuem um parentesco próximo na região. Todas essas pessoas têm uma amostra coletada para ser direcionada também a esse banco de dados.”

Luiz Gustavo Andrade Alves orienta as famílias a preferirem coletar o material de parentes de primeiro grau.

“Os resultados dos exames de DNA com maior precisão das amostras de parentes de primeiro grau de linha ascendente ou descendente, ou seja, seus pais biológicos ou seus filhos biológicos, mas nada exclui um irmão biológico, um avô, uma avó. Todos esses graus de parentesco podem ser aceitos também, mas a gente realça que a precisão é muito maior com parentes de primeiro grau, pais biológicos e filhos biológicos.”

Com informações do repórter Ed Santos, do Acorda Cidade.

Fonte: Acorda Cidade

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