A menopausa também é sentida na pele: veja os principais sinais e cuidados

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[Edicase]A menopausa também traz mudanças na pele (Imagem: Ground Picture | Shutterstock) Crédito: Imagem: Ground Picture | Shutterstock

Ressecamento, perda de elasticidade, flacidez e rugas mais aparentes estão entre as alterações que podem surgir na pele durante a menopausa. A queda dos níveis de estrogênio afeta diretamente a produção de colágeno, a hidratação e a capacidade de regeneração da pele, tornando essas mudanças mais perceptíveis ao longo do tempo. As informações são da Agência Einstein.

A menopausa é caracterizada pela interrupção definitiva da menstruação, confirmada após 12 meses consecutivos sem ciclos menstruais. Ela costuma ocorrer entre os 45 e os 55 anos. De acordo com levantamento de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 17 milhões de brasileiras estão nessa fase da vida.

O estrogênio exerce papel importante na saúde cutânea por atuar sobre os fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno e elastina. Com a queda hormonal, podem surgir flacidez, rugas mais evidentes, ressecamento, perda de luminosidade, maior sensibilidade e cicatrização mais lenta.

“Alguns estudos mostram que pode haver uma perda de cerca de 30% do colágeno da pele nos primeiros cinco anos após a menopausa, além de uma redução progressiva da espessura dérmica ao longo dos anos, provocada naturalmente pelo envelhecimento”, explica a dermatologista Isadora Rosan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

De acordo com o ginecologista Igor Padovesi, membro da Sociedade Internacional de Menopausa (IMS), essas alterações podem começar ainda na perimenopausa, período de transição marcado por oscilações hormonais. “É nesse período que as flutuações hormonais começam a provocar os primeiros sintomas. Com o passar do tempo, eles tendem a se intensificar e se somar ao envelhecimento natural da pele”, afirma.

Cuidados que ajudam a preservar a saúde da pele

Especialistas destacam que hábitos saudáveis podem ajudar a reduzir a velocidade da perda de colágeno. Entre as principais medidas estão:

Uso diário de protetor solar e redução da exposição excessiva ao sol;

Abandono do tabagismo e de outros fatores que aceleram o envelhecimento cutâneo;

Alimentação equilibrada, rica em proteínas e antioxidantes;

Prática regular de atividade física;

Controle do estresse e cuidado com a qualidade do sono.

Cosméticos e procedimentos podem auxiliar

Além dos cuidados diários, alguns cosméticos com evidências científicas podem auxiliar no tratamento das alterações cutâneas, como retinoides, vitamina C, niacinamida e alfa-hidroxiácidos. A escolha deve ser individualizada e orientada por um médico dermatologista.

Procedimentos dermatológicos também podem contribuir para a melhora da pele. “Os bioestimuladores de colágeno, a toxina botulínica, os lasers, a radiofrequência, o ultrassom microfocado e os preenchedores de ácido hialurônico oferecem ótimos resultados”, afirma Rosan.

Reposição hormonal e avaliação médica

Quando indicada após avaliação médica, a terapia de reposição hormonal também pode trazer benefícios para a pele, contribuindo para melhorar hidratação, elasticidade e espessura cutânea. “A indicação deve ser feita de forma individualizada, após avaliação médica”, ressalta Padovesi.

Fonte: Jornal Correio

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