Imagem ilustrativa – Bahia cria Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos da Bahia (Cifra/BA) – Foto: Vitor Barreto | SSP | Divulgação
Por Redação do Portal A TARDE
Em tempos de expansão de estruturas ilícitas, atacar o patrimônio é paralisar o coração do crime, uma forma inteligente e segura de asfixiar as quadrilhas organizadas. A criação do Comitê de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos da Bahia (Cifra/BA) visa atingir o ponto mais sensível das organizações: o patrimônio.
Instalado no Draco, o órgão nasce com missão estratégica de investigar fluxos financeiros suspeitos, mapear bens ocultados e ajudar na recuperação de recursos. Em vez de concentrar esforços apenas em operações ostensivas, a Bahia passa a mirar com mais afinco a engrenagem de suporte do tráfico, da corrupção e da lavagem de dinheiro.
A medida, assinada pelo secretário Marcelo Werner e pelo delegado-geral André Viana, tem como premissa a inteligência e a capacidade de rastrear movimentações. O Cifra/BA atuará fortalecendo análises patrimoniais e produzindo relatórios capazes de subsidiar decisões judiciais de bloqueio, sequestro e recuperação.
Ao sufocar o fluxo de dinheiro de facções e esquemas de corrupção, a Bahia avança rumo a um novo patamar de segurança pública
A articulação com o Coaf, por meio dos Relatórios de Inteligência Financeira, melhora a mira das apurações e permite identificar mecanismos sofisticados. O comitê será distribuìdo em três áreas — Coordenação-Geral, Coordenação-Executiva e Coordenação de Inteligência — integrando tática, operação e análise.
A benfazeja ideia inclui a cooperação com outros órgãos, compartilhamento de informações e respeito às normas de sigilo e segurança de dados confiáveis. A iniciativa se conecta ao Acordo de Cooperação Técnica nº 9/2024/MJSP, ao prever a criação de estruturas voltadas para os flagrantes de desvio e fraude.
Ao sufocar o fluxo de dinheiro de facções, esquemas de corrupção e redes de lavagem, a Bahia avança em direção a um novo patamar de segurança pública. Tem tudo para dar certo a proposta de combinar investigação qualificada, integração institucional e foco na desarticulação econômica de grupos criminosos.
Fonte: A Tarde









