Autoridades de Nova York confirmam surto de sarampo na região

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Foto: Divulgação OMS

O estado de Nova York, nos Estados Unidos, declarou estado de emergência por causa do avanço do sarampo. A medida foi anunciada pelo governo estadual após a confirmação de 108 casos da doença em 2026, principalmente em áreas rurais com baixa cobertura vacinal.

Dos casos registrados até 3 de outubro, 92 ocorreram desde 15 de julho em 18 condados com baixa imunização. Na cidade de Nova York, foram confirmados sete casos. Como parte das medidas de resposta, as autoridades já aplicaram mais de mil doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em comunidades afetadas.

Segundo a Agência Brasil, o decreto amplia a atuação de profissionais de saúde durante o surto. Entre as medidas estão a autorização para que enfermeiros registrados solicitem testes para sarampo e para que farmacêuticos apliquem a vacina em crianças a partir de 2 anos. A ordem também determina o registro das doses aplicadas nos sistemas de imunização. A emergência tem validade até 4 de novembro. 

O estado vizinho da Pensilvânia também enfrenta um surto de sarampo. Segundo dados divulgados pelas autoridades locais em 5 de outubro, já foram registrados 1.004 casos e cinco mortes relacionadas à doença. O número representa o maior surto de sarampo registrado no estado em mais de 30 anos. O avanço da doença ocorre em meio à redução da cobertura vacinal e à presença de comunidades com baixa imunização.

Nos Estados Unidos, quase 3,9 mil casos de sarampo foram registrados em 2026, de acordo com os dados mais recentes citados pela Reuters. O país vive o maior número de casos da doença desde 1991. O aumento dos casos também ocorre em outros países do continente. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), as Américas registraram 47.459 casos confirmados de sarampo até a semana epidemiológica encerrada em 18 de julho, além de 44 mortes. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentravam 95% dos casos naquele período.

A OPAS classificou como muito alto o risco à saúde pública relacionado ao sarampo na região e recomendou o reforço da vacinação, da vigilância epidemiológica e da resposta rápida aos casos suspeitos. A organização também destacou a necessidade de manter uma cobertura de pelo menos 95% com duas doses da vacina para interromper a transmissão.

Apesar do aumento de casos nas Américas, o Brasil mantém o status de país livre da transmissão endêmica do sarampo. A situação, porém, exige monitoramento devido à circulação do vírus em outros países do continente. Em 2026, o Ministério da Saúde intensificou as ações de vigilância e vacinação em Tabatinga (AM), na fronteira com o Peru, após a confirmação de casos importados.

A estratégia busca evitar a transmissão local e identificar rapidamente possíveis novos casos. O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode causar complicações graves. A vacinação é considerada a principal medida de prevenção e controle da doença.

Fonte: Bahia Notícias

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