Missa tradicional na Bahia lembra 37 anos de morte de Luiz Gonzaga e celebra legado do Rei do Baião

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Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

Centenas de fiéis católicos e admiradores de Luiz Gonzaga participaram nesta segunda-feira (3) de uma missa no Santuário Senhor dos Passos, em Feira de Santana, em homenagem aos 37 anos da morte do artista.

Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, na cidade, admiradores do artista mantêm uma tradição de homenagens destinada a preservar a memória e o legado do Rei do Baião. Durante a missa, participantes cantaram músicas associadas à trajetória do artista e dançaram ao som da sanfona de músicos locais.

Idealizador da homenagem ao Rei do Baião no Santuário Senhor dos Passos, o forrozeiro José Sobrinho destacou a emoção dos participantes durante a celebração e defendeu a preservação da cultura nordestina.

Foto: Ney Silva / Acorda Cidade

“A gente não pode fugir disso, de celebrar Luiz Gonzaga, o ícone maior da nossa cultura. Luiz Gonzaga é internacional. É pena o que está acontecendo com a nossa cultura nordestina. É muito lamentável. A cultura já está quase que totalmente descaracterizada”, pontuou o músico.

Presente também na celebração, o forrozeiro Antônio Giverlande da Silva Rosa, conhecido como Neném do Acordeon, lembrou também das inovações criadas por Gonzaga na formação do tradicional trio de forró.

“Você sabia que foi Luiz Gonzaga quem colocou a zabumba no forró? Você sabia que foi Luiz Gonzaga quem colocou o triângulo no forró? Um dia passou um menino vendendo aqueles doces, e que tocava um triângulo. Aí ele chamou o menino: ‘Ê, menino, o que é isso aí?’. O menino: ‘Isso é um triângulo.’ Ele: ‘Me vende?’. O menino: ‘Você é doido? Minha mãe me bate’. ‘Deixa eu ver pelo menos’. Aí o menino mostrou a ele, ele foi num ferreiro e fez o triângulo. Aí surgiu o trio de forró. Então, toda e qualquer homenagem que a gente faça a ele ainda é muito pouco”, relatou ao site feirense.

Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em Exu, Pernambuco, em 1912. O cantor, compositor e instrumentista morreu em 2 de agosto de 1989, no Recife. Ao longo da carreira, tornou-se um dos principais responsáveis pela divulgação dos ritmos e gêneros musicais tradicionais do Nordeste em outras regiões do Brasil e também no exterior.

Fonte: Acorda Cidade | Bahia Noticias

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