Papa Leão XIV lidera a oração do Angelus da janela do Palácio Apostólico no Vaticano — Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane/Foto de arquivo
Em uma série de mensagens publicadas na redes social X, nesta sexta-feira (10), o Papa Leão XIV fez críticas diretas a conflitos armados como o que acontece atualmente no Irã e denunciou a violência em regiões do Oriente Médio. “Deus não abençoa nenhum conflito”, escreveu o pontífice.
Na sequência, afirmou que “quem é discípulo de Cristo, Príncipe da Paz, nunca se coloca ao lado daqueles que ontem empunhavam a espada e hoje lançam bombas”. O papa também defendeu que “nenhuma causa pode justificar o sangue inocente derramado”.
O papa também declarou que “não serão as ações militares a criar espaços de liberdade ou tempos de paz”, defendendo que a solução passa “apenas pela promoção paciente da convivência e do diálogo entre os povos”.
Ao comentar a situação em áreas consideradas sagradas no “Oriente cristão”, ele classificou a violência como “absurda e desumana”. Segundo o líder religioso, esses locais têm sido “profanados pela blasfêmia da guerra e pela brutalidade dos negócios”, sem respeito à vida humana.
O Oriente Médio, especialmente Israel, Palestina e Jordânia, reúne importante lugares sagrados para os cristãos, com destaque para a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém (local da crucificação e sepultamento de Jesus), a Basílica da Natividade em Belém (onde Jesus teria nascido), o Rio Jordão (onde teria sido batizado) e Nazaré (onde teria acontecido a anunciação do anjo a Maria).
“Nenhum interesse pode valer mais do que a vida dos mais frágeis, das crianças, das famílias”, escreveu.
Desigualdade social no mundo
O pontífice também abordou a desigualdade social global.
“Centenas de milhões de pessoas em todo o mundo vivem em extrema pobreza. No entanto, há riquezas desproporcionais que permanecem nas mãos de poucos”, afirmou.
Para ele, o cenário é “injusto” e exige ação. “Na base das desigualdades não há falta de recursos, mas a necessidade de enfrentar problemas solucionáveis relacionados à sua distribuição mais equitativa, a ser realizada com senso moral e honestidade”, concluiu.
Fonte: Portal G1 Mundo








