Diagnóstico de Esclerose Múltipla pode ser feito por exames de imagem detalhados Crédito: Shutterstock
A esclerose múltipla é uma doença autoimune e crônica que afeta o sistema nervoso central, atingindo principalmente adultos jovens entre 20 e 40 anos, com maior incidência entre mulheres. Apesar de ainda não ter cura, os avanços no diagnóstico e no tratamento têm permitido que muitos pacientes mantenham qualidade de vida, autonomia e rotina ativa.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,8 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo. No Brasil, são mais de 40 mil casos diagnosticados. A seguir, a neurologista Viviane Carvalho, membro da Academia Brasileira de Neurologia, esclarece mitos e verdades sobre a condição

“Há cura para esclerose múltipla”
Mito. Ainda não existe cura para a doença. No entanto, os tratamentos atuais conseguem controlar a atividade inflamatória, reduzir surtos e retardar a progressão, permitindo longos períodos de estabilidade em muitos casos.
“É difícil de diagnosticar e costuma ser descoberta tardiamente”
Verdade (com ressalvas). Os sintomas são variados e podem confundir o diagnóstico. Apesar disso, com o avanço dos exames, muitos casos têm sido identificados mais cedo, embora ainda existam situações de atraso.
“A progressão é inevitável e sempre rápida”
Mito. A evolução da doença varia de pessoa para pessoa. Em muitos casos, especialmente com tratamento precoce, é possível manter boa funcionalidade por anos.
“O tratamento é difícil de seguir”
Mito. Hoje existem diversas opções terapêuticas, incluindo medicamentos orais, injetáveis e intravenosos, o que facilita a adaptação à rotina do paciente.
“A doença impede de trabalhar e ter vida ativa”
Mito. Muitas pessoas com esclerose múltipla estudam, trabalham e praticam atividades físicas normalmente. Em alguns casos, adaptações podem ser necessárias, mas a vida ativa não é inviável.
“Existe mais de um tipo de esclerose múltipla”
Verdade. A doença pode se manifestar de formas diferentes, sendo classificada em três tipos principais: remitente-recorrente, primária progressiva e secundária progressiva.
“Quem tem a doença perde a autonomia com o tempo”
Mito. A perda de autonomia não é inevitável. Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento multidisciplinar, muitos pacientes mantêm independência por longos períodos.
Fonte: Jornal Correio









