O presidente dos EUA, Donald Trump, e seu secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., durante anúncio na Casa Branca, em Washington, em 22 de setembro de 2025. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
Procuradores-gerais de dois estados democratas dos EUA anunciaram nesta terça-feira (24) uma ação judicial conjunta contra o governo Trump devido às recentes mudanças no calendário federal de vacinação infantil.
Organizações médicas e especialistas em saúde pública alertam que as alterações podem reduzir drasticamente as taxas de vacinação e aumentar a incidência de doenças evitáveis.
O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., alterou drasticamente políticas de vacinação desde que assumiu o cargo.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA divulgaram um novo calendário de imunização que removeu as recomendações universais para vacinas contra COVID-19, rotavírus, gripe, doença meningocócica, hepatite A e hepatite B, afirmando que os pais devem consultar profissionais de saúde em um processo que denominam tomada de decisão clínica compartilhada.
Os procuradores-gerais da Califórnia e do Arizona afirmaram que 14 estados e o governador Josh Shapiro, da Pensilvânia, todos democratas, entrariam com uma ação em um tribunal federal do norte da Califórnia na terça-feira, contestando essas mudanças, de acordo com um comunicado à imprensa.
A ação judicial também contestaria a substituição, por Kennedy, de membros do Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização do CDC. O novo conselho do órgão deverá se reunir em março, após o cancelamento da sessão previamente agendada para fevereiro.
O processo coletivo movido por vários estados espelharia uma ação judicial separada, anteriormente movida pela Academia Americana de Pediatria e outras importantes organizações médicas, que argumentaram que a reformulação da política era ilegal e não baseada em evidências científicas.
Um advogado do Departamento de Justiça dos EUA afirmou, em uma audiência no início deste mês, que a agência de saúde americana não estava seguindo uma agenda antivacina. Um juiz federal de Massachusetts ainda não se pronunciou sobre o caso.
Outros estados que participam do processo coletivo incluem Connecticut, Michigan, Nova Jersey e Wisconsin, de acordo com o comunicado à imprensa.
Fonte: Portal G1 Mundo









